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quinta-feira, 11 de junho de 2015
AVIAÇÃO/Air Guiné-Bissau: Formalmente criada, a companhia operará com dois aviões, nas rotas Bissau/Dakar, Bissau/Praia, Bissau/Lisboa. Conta ainda ter voos para a Guinée e, posteriormente, para Fortaleza no Brasil.

 

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Malam cande

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Olá Meu nome Malam cande Guinenese, estudade no Brasil estado do Ceará cidade de Fortaleza.

Graduado: Gestão da tecnologia de informação (Faculdade Fatene)

Pós-Graduação:Gestão Ambiental (Faculdade Ateneu)

E-mail: malamcande88@gmail.com

whatsapp:+558588846746

Viber: +558588846746

quinta-feira, 11 de junho de 2015

AVIAÇÃO/Air Guiné-Bissau: Formalmente criada, a companhia operará com dois aviões, nas rotas Bissau/Dakar, Bissau/Praia, Bissau/Lisboa. Conta ainda ter voos para a Guinée e, posteriormente, para Fortaleza no Brasil.

01/06/2015 13h27 - Atualizado em 01/06/2015 13h40

S

Em acordo no Senado, programa de vigilância dos EUA será suspenso

Acesso a dados telefônicos por agência de espionagem expira meia-noite.
Votação para reforma da legislação teve 77 votos a favor e 17 contra.

O Senado dos Estados Unidos não chegou a um acordo para estender o programa de vigilância do país, em sessão extraordinária realizada neste domingo (31). Sem a prorrogação da chamada Lei Patriótica (Patrioct Act), que expira às 0h00 desta segunda-feira (01h da manhã no horário de Brasília), o serviço de coleta de dados tefefônicos não autorizados dos cidadãos pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) será suspenso.

Sem o acordo, os senadores votaram para a reforma do sistema de vigilância autorizando a Câmara dos Deputados a debater a "Lei da Liberdade" (Freedom Act), que restringe o acesso às informações das pessoas por parte do governo. Foram 77 votos favoráveis e 17 contra, repetindo vitória anterior ocorrida na Câmara dos Deputados americana.

O projeto prevê fim da coleta em massa de registros telefônicos de cidadãos americanos pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).

"A Lei Patriótica expirará esta noite", disse o senador republicano Rand Paul.

Patrioct Act
O acesso as informações foi permitido pelo "Patriot Act", sancionado em lei pelo ex-presidente republicano George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, e vai expirar à meia-noite deste domingo, obrigando a NSA a desligar um enorme sistema de vigilância.

Com a liberação do Senado, a Câmara poderá iniciar os debates para definir a nova lesgislação, chamada de "Freedom Act", que vai substituir o atual acesso às informações por um sistema de busca de dados mantidos por companhias de telefone, em situações analisadas caso a caso.

Essa será uma das mudanças mais significativas decorrentes das revelações não autorizadas do antigo funcionário terceirizado da NSA, Edward Snowden.

O presidente Barack Obama apoia o “USA Freedom Act”, que está alinhado à proposta que ele fez em março. A Câmara aprovou um projeto semelhante no ano passado, mas ele foi rejeitado pelo Senado.

Programa de vigilância dos EUA é suspenso temporariamente

Acesso a dados telefônicos por agência de espionagem expirou meia-noite.
Votação para reforma da legislação teve 77 votos a favor e 17 contra.

Foi suspensa temporariamente a partir de 0h desta segunda-feira (1º) a autorização do governo dos Estados Unidos para espionar em massa dados telefônicos e outras informações de seus cidadãos, após o Senado do país não aprovar uma legislação para renovar esses poderes.

Após um debate entre aqueles que desconfiam da intromissão do governo e os que defendem a espionagem para evitar ataques terroristas, o Senado votou pelo avanço da reforma de uma legislação para substituir o programa de monitoramento telefônico revelado há dois anos pelo ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden. A nova legislação prevê a permissão da espionagem, mas aprovada caso a caso.

Em um comunicado divulgado na noite do domingo, a Casa Branca pediu que os senadores trabalhem rapidamente na nova lei. “Instamos o Senado a garantir que este lapso irresponsável das autoridades seja tão curto quanto possível. Em uma questão que é tão crítica quando a nossa segurança nacional, senadores individuais devem colocar de lado suas motivações partidárias e agir rapidamente. O povo americano não merece nada menos”

O acesso as informações foi permitido pelo "Patriot Act", sancionado em lei pelo ex-presidente republicano George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. A suspensão obriga a NSA a desligar um enorme sistema de vigilância.

Com a liberação do Senado, a Câmara poderá iniciar os debates para definir a nova lesgislação, a "Lei da Liberdade" (Freedom Act), que vai substituir o atual acesso em massa às informações por um sistema de busca de dados mantidos por companhias de telefone, em situações analisadas caso a caso.

A decisão ocorreu em sessão extraordinária. Foram 77 votos favoráveis e 17 contra, repetindo vitória anterior ocorrida na Câmara dos Deputados americana.

Apesar de o Senado não ter agido a tempo para impedir que o programa expirasse, a votação foi ao menos uma vitória parcial para o presidente Barack Obama, que defende a reforma como uma maneira de lidar com as questões de privacidade, ao mesmo tempo em que preserva uma ferramenta importante para ajudar o país a se proteger de ataques.

Obama apoia o “USA Freedom Act”, que está alinhado à proposta que ele fez em março. A Câmara aprovou um projeto semelhante no ano passado, mas ele foi rejeitado pelo Senado.

Mas a aprovação final no Senado foi adiada ao menos até terça-feira (2) por objeções apresentadas pelo senador de oposição Rand Paul, um republicano da corrente libertária pré-candidato à Presidência, que acusou o programa da NSA de ser ilegal e inconstitucional.

Caso haja avanços, essa será uma das mudanças mais significativas decorrentes das revelações de Snowden.

 

Jornal inglês crava acerto de CR7 com PSG, mas depende de Ibra e Uefa
Segundo publicação, Real Madrid aceita vender o craque português por cerca de R$420 milhões, porém há entrave no fair play financeiro e saída do jogador sueco

 


Guine-Bissau Noticias
Guine-Bissau Noticias

 Movimento de Apoio a Carlos Gomes Júnior apela ao regresso do antigo Primeiro-ministro.

Bissau - Um grupo de cidadãos guineenses reunidos no Movimento de Apoio ao Regresso de Carlos Gomes Júnior, apelou esta sexta-feira, 29 de janeiro o regresso do antigo Primeiro-ministro deposto durante o Golpe de Estado em Abril de 2012.

Em conferência de imprensa, Saído Seidi porta-voz do movimento, explicou que os guineenses estão mergulhados numa profunda “tristeza” devido à persistente crise política no país. “Pela forma como o nosso país está a ser dirigido, isto demonstra que estamos perante uma ausência de um líder capaz de unir os guineenses”, considerou Seidi.

Na mesma ocasião o porta-voz apelou às forças vivas do país o respeito pelos princípios e funcionamento de interdependência dos órgãos de soberania em nome da unidade nacional, e pediu garantias de segurança que permitam o regresso de Carlos Gomes Júnior.

Saído Seidi afirma também ter recolhido mais mil assinaturas num documento que reclama o regresso do antigo chefe do Governo da Guiné-Bissau. O Movimento de Apoio ao Regresso de Carlos Gomes Júnior manifestou o mesmo pedido junto de organismos internacionais com sede em Bissau, tais como a CPLP, ONU, União Africana, União Europeia e a CEDEAO

O Tribunal Regional de Bissau exigiu hoje aos 15 deputados expulsos do PAIGC que acatem as perdas de mandato de que foram alvo e que, juntamente com a oposição, deixem a Assembleia funcionar.

Dirigindo-se ao “grupo dos 15” e aos eleitos do Partido da Renovação Social (PRS, oposição), o juiz Injolano Indi chama-os a “cumprirem integralmente a deliberação da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP), criando condições para o regular funcionamento da Instituição”, refere-se no despacho a que a Lusa teve acesso.

O juiz ordena ainda a “absterem-se de quaisquer atos que possam pôr em causa a integridade física e a vida dos demais deputados da Nação e dos cidadãos e seus bens”.

A decisão surge em resposta a uma providência cautelar pedida pelo presidente da ANP, Cipriano Cassamá, depois de os 15 dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) se terem recusado sair do hemiciclo no dia 15, quando iam ser substituídos por outros deputados.

Guiné-Bissau: Ministro das Finanças confirma crescimento económico do país.

Bissau - O Ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins, destacou a 30 de Dezembro a evolução da situação macroeconómica da Guiné-Bissau e sublinhou o crescimento da economia nacional, arrecadação de receitas fiscais e execução orçamental, referentes a 2015 que agora terminou.

Segundo Geraldo Martins, com base nos dados do Fundo Monetário Internacional, em 2015 foi estimado um crescimento de 4,7%, no entanto, antes do final do Dezembro esta estimativa esteve em alta, ou seja a 4,8%, contudo, referiu Geraldo Martins, a crise política no país em Agosto com a queda do Governo, afectou a economia nacional entre 0,2 a 0,3 % no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Relativamente às receitas correntes entre 2011 a 2015, o Ministro das Finanças disse também que em 2015 foram recolhidos mais de 83 mil milhões e 423 milhões de Cfa. Para o Ministro estes dados reflectem que a tendência em termos de receitas correntes traduz-se no crescimento de receitas públicas, e aproveitou para confirmar que o seu ministério já liquidou todas as dívidas externas com parceiros da Guiné-Bissau.

Comparativamente à execução do Orçamento Geral de Estado (OGE) em 2015, Geraldo Martins disse que haverá mais investimento no sector da educação, saúde, obras públicas e defesa.
O Ministro das Finanças, Geraldo Martins, referiu ainda que na proposta do OGE 2016, a previsão de receita aponta para 174 mil milhões de Francos Cfa, contra 148 mil milhões de Francos Cfa do ano passado, ou seja 2015.

 

Governo assina com BAD acordos de financiamento de 19 mil milhões de Francos Cfa 

Bissau – O Governo guineense assinou três acordos com Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para o financiamento e apoio à boa governação económica de 4 mil milhões de Francos Cfa, 11 mil milhões de Francos para o programa de melhoria da rede de distribuição da energia eléctrica em Bissau e o projecto de interconexão da rede de distribuição da energia através da Organização para Aproveitamento da Bacia de Rio Gâmbia (OMVG) do valor de 3.7 mil milhões de Francos Cfa, totalizando 19 mil milhões de Francos Cfa.

Para Geraldo Martins, Ministro da Economia e Finanças, estes acordos vão ajudar a Guiné-Bissau a melhor o seu desempenho em termo da gestão das finanças públicas, melhoria dos mecanismos de controlo das finanças e no combate à corrupção. Quanto ao sector da energia em Bissau, este financiamento vai contribuir na reabilitação das estruturas e distribuição da rede eléctrica na capital.

O ministro das Finanças explicou também que o projecto de interconexão da rede de distribuição da energia através da Organização para Aproveitamento da Bacia de Rio Gâmbia vai permitir um fluxo energético de 28 megawatts a partir das barragens de Kaletá e Samba Galo na Guiné-Conakry. “Estes projectos vêm testemunhar a confiança que o BAD continua depositar a Guiné-Bissau tal como assumiu esta instituição a quando da Mesa Redonda de Bruxelas”, disse Martins.

Trata-se de início da aplicação dos compromissos do BAD para com o país, disse Geraldo Martins, referindo que com este acto a Guiné-Bissau está agora em condições de pôr em prática o Plano Estratégico “Tera Ranka”, considerando que entravam numa “velocidade superior” que permitirá o desembolso de fundos prometidos em Bruxelas.

Segundo Martins a carteira do BAD para Guiné-Bissau não se resume aos projectos assinados, mas também ao estudo da viabilidade da Barragem de Saltinho na região, Tombali Sector de Quebo no sul do país e bem como recente apoio orçamental ao Governo, cujo valor não foi anunciado.

Na cerimónia estava presente o Ministro da Energia Wasna Papai Danfa e o Secretário de Estado de Plano e Integração Regional Degol Mendes.

malam candé

Guiné-Bissau: PRS decide sobre a sua integração ou não no Governo do PAIGC.

Bissau – A Comissão Política Nacional do Partido da Renovação Social (PRS) que está reunida em Bissau desde esta segunda-feira, 21 de Setembro, decide hoje, 22, sobre a sua integração ou não no Governo do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) liderado pelo Carlos Correia, 1º Vice-presidente do partido.

Para efeito, foi criada uma comissão que vai encetar negociações com PAIGC sobre a modalidade da sua integração no novo executivo.

A PNN soube que o PAIGC enviou um convite ao PRS solicitando-o a integração no governo com as mesmas pastas que detinha no governo destituído de Domingos Simões Pereira.

Recordar que o PRS detinha três Ministérios: Energia, Função Pública e Reforma Administrativa, Comércio e Artesanato; assim como duas Secretarias de Estado: Gestão Hospitalar e Segurança Alimentar.

Mau tempo

Guiné-Bissau: Navio grego de pesca naufraga com 19 pessoas abordo

Bissau – O navio de pesca “Dimitrios” de pavilhão grego com 19 tripulantes, entre os quais 4 com nacionalidade da Guiné-Bissau, naufragou a 30 de Agosto nas águas territoriais Bissau-guineenses, estando 7 pessoas desaparecidas incluindo o observador marítimo natural de Bissau.

O sinistro aconteceu na coordenada 11º 42 Norte e 17, 05 Oeste, conforme disse à imprensa esta quinta-feira 3 de Setembro o coordenador do Serviço Nacional de Coordenação em Actividades de Pescas (FISCAP) Cipriano Fernandes Sá, adiantando que o mesmo navio tinha a bordo 19 tripulantes dos quais 12 foram resgatados e evacuados para Dakar, capital do Senegal, onde estão a receber tratamentos médicos.

O naufrágio acontece poucos dias depois de o navio “Dimitrios” ter obtido a licença de pescas emitida pela autoridade das pescas da Guiné-Bissau, tendo sido imediatamente confrontado o Ciclone Tropical Fred que abalou as ilhas de Cabo Verde.

Apesar da situação de mau tempo, Fernandes Sá explicou que no momento do naufrágio toda a tripulação conseguiu evacuar para um bote salva-vidas com capacidade para 12 pessoas e um segundo para 7 pessoas, onde se encontrava o capitão do navio e o nacional da Guiné-Bissau, tendo este bote salva-vidas desaparecido.

Perante esta situação, o Coordenador de FISCAP acredita que alguns tripulantes possam ainda ser encontrados com vidas tendo em conta que as buscas de salvamento ainda prosseguem, quer por parte das autoridades nacionais como senegalesas.

Este episódio é mais uma situação de naufrágio de navios de pescas na Guiné-Bissau, país que continua com enormes dificuldades em termos de salvamento e buscas na sua costa marítima.

Crise política guineense

Missão da CEDEAO chega á Bissau.

Bissau - Em Bissau encontra-se uma missão da Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), chefiada pelo antigo Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo.

A CEDEAO cumpre assim uma das decisões saídas da cimeira de Dakar, que teve lugar no último fim-de-semana, em que os Estados membros da Organização apelam o cumprimento dos preceitos constitucionais.

Obasanjo, proveniente da Guiné Conakry, juntamente com o Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, vai, durante a sua estadia em Bissau, fazer ponte do diálogo entre José Mário Vaz e o PAIGC.

A Missão da Comunidade Económica para o Desenvolvimentos dos Estados da África Ocidental, intervêm directamente no processo depois de esgotados todos os mecanismos de negociações internas, com objectivo de tentar conciliar as posições entre o Presidente da República, confrontado com o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, e o PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas.

No pomo da discórdia contínua a nomeação de um novo Primeiro-ministro, que mesmo havendo uma decisão judicial, que o obriga a delegar esta prerrogativa ao PAIGC, o Chefe de Estado, não se revê na mesma, querendo, todavia, nomear um Primeiro-ministro da sua conveniência. Um dado novo na actual crise política que a CEDEAO quer dirimir, fazendo valer os preceitos constitucionais, conforme o comunicado da sua recente cimeira de Dakar.

A missão terá também encontros separados com o Chefe de Estado, José Mário Vaz, com a Direcção do PAIGC, além de outros actores políticos intervenientes no processo.

Devido às inundações o ano agrícola está comprometido na Secção de Suzana.
Bissau - O Responsável de Planificação e Projectos da Associação “Onenoral” dos Filhos e Amigos de Secção de Suzana (AOFASS) afirmou que o ano agrícola está comprometido nas tabancas da Secção de Suzana, sector de São Domingos região de Cachéu a norte da Guiné-Bissau.

Durante uma visita realizada esta segunda-feira, 07 de Setembro, na bolanha (campos agrícolas) de Elalab, Djobel, Eossor, Élia, a organização constatou que os campos de lavouras nesta zona ficaram inundados com a água de mar que ultrapassou os diques para os campos agrícolas provocando enormes estragos, devido aos efeitos do Ciclone Tropical em Cabo Verde que atingiu a Guiné-Bissau no final do mês de Agosto.

Falando à PNN, após ter verificado os danos causados, João Alberto Djata apelou às ONG que actuam na secção de Suzana para apoiarem as populações dessas tabancas, porque, segundo o responsável, nos próximos três meses a população não vai ter a alimentação suficiente para sobreviver.

O chefe da tabanca de Elalab, Rui Calês Djata, também agricultor, lamentou a situação que, segundo ele, foi a primeira vez que as suas bolanhas foram inundadas com água de mar.

“Somos uma ilha. Vivemos da agricultura, a pesca é outra actividade que representa uma parte insignificante da população. Ficamos sem os nossos cultivos e continuamos ainda com riscos de perder o que resta nos campos” lamentou, tendo apelado ajuda ao governo guineense.

Em Djobel, para além das inundações nas bolanhas, a PNN constatou que as habituações foram muito afectadas pelas inundações e a circulação das populações dentro da aldeia são feitas com pirogas, devido a água do mar que ainda permanece na tabanca.
A população desta pequena ilha na Secção de Suzana, Djobel, não tem infra-estruturas sanitárias ou escola e nem possuem água potável, aliás na época da chuva aproveitam a água da chuva para o consumo. Na falta de chuva estas populações têm de efectuar um percurso com mais de 30 km com pirogas à procura de água de poço ou potável em Suzana ou em Candemba.

Entretanto, sobre este assunto, o responsável de Planificação e Projectos da AOFASS reconheceu que os danos causados pela inundação nas diferentes bolanhas de secção ultrapassam a capacidade de realização da associação por isso, João Alberto Djata prometeu intervir junto das autoridades nacionais no sentido de minimizarem de imediato os danos sofridos por esta população e a longo prazo as autoridades nacionais devem procurar um espaço onde a população de Djobel possa habitar.

“Não há condição para que um ser humano viva aqui. O Estado da Guiné-Bissau deve tomar algumas disposições para ver se consegue um espaço com melhores condições de habitabilidade. É inaceitável, em pleno século XXI, que a população de um país viva como estes estão a viver” lamentou e acrescentou que dada a situação de habitabilidade hoje em Djobel, não se vê população juvenil, só os idosos e as crianças permanecem.

PAIGC considera que acórdão do STJ representa a vitória do partido e da democracia.
Bissau – O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, destacou esta quarta-feira, 9 de Setembro, que o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) representa uma vitória importante para o seu partido e a democracia no país.

Durante um encontro com os militantes do PAIGC na sua sede em Bissau, onde também estiveram alguns membros do seu Governo demitido há um mês, Simões Pereira lembrou que o seu partido foi o vencedor das últimas eleições gerais e que recebeu um mandato para governar “Neste momento, da nossa convivência democrática, quero, na qualidade do presidente do PAIGC, felicitar a postura digna e nobre do poder judicial”, disse Simões Pereira.

Durante a sua comunicação o líder do PAIGC, na companhia de alguns partidos políticos com assentos parlamentar, nomeadamente o Partido da Convergência Democrática (PCD) e a União para a Mudança (UM), disse que o poder judicial afirmou a sua independência e restituiu aos guineenses a garantia de ver consolidada no país um verdadeiro Estado do Direito democrático consubstanciado numa clara separação de poderes de estado.

Simões Pereira realçou também que a nomeação de Baciro Djá pelo Presidente da República José Mário Vaz estava ferida de “inconstitucionalidade”, tendo em conta o regime político que privilegia a separação dos três poderes, ou seja executivo, judicial e legislativo.

O presidente do PAIGC disse também o partido está pronto para indicar o novo chefe do governo e formar um executivo. “A isto pode associar-se um pacto nacional de estabilidade que vai envolver todos actores políticos, sociedade civil e entidades religiosas como forma de clarificar as regras de jogo e dissipar eventuais dúvidas na interpretação das leis aplicáveis na Guiné-Bissau”, disse.

João Seidibá Sani: “BASE DOS CONFLITOS POLÍTICOS NO PAÍS É A CONSTITUIÇAO DA REPÚBLICA.

O presidente da Comissão criada pelo Parlamento para a revisão da Constituição afirmou esta quarta-feira, 19 de agosto, que uma das bases das crises políticas na Guiné-Bissau é a constituição que diz, “não especificar os poderes”.

No entendimento de João Seidibá Sani, esta situação dificilmente irá terminar, porquanto ainda existir uma mistura de poderes atribuídos aos órgãos e às instituições. Neste sentido, defende que a Constituição deve ser adaptada ao momento actual e difinir “dispositivos claros”, para que não haja interpretações erradas

“Enquanto o país não adaptar a sua Constituição aos tempos modernos, dificilmente irão terminar as crises políticas entre os titulares dos órgãos de soberania”, observou. Falando relativamente às acções da comissão criada pelo Parlamento para a revisão da Constituição para mudar o cenário, João Seidibá Sani diz aguardar por meios financeiros e defini- ção política para fazer avançar com os trabalhos de revisão.

“Fizemos um orçamento que inclui tudo que é necessário para podermos trabalhar, mas dada a situação de indefinição não permitiu um engajamento das partes que possam ajudar o funcionamento da comissão”, sublinhou.

A comissão foi criada pelo Parlamento e empossada em Novembro de 2014 com 28 membros e sete técnicos auxiliares. É composta por deputados de todas as bancadas e por representantes da Presidência da República, Supremo Tribunal de Justiça, Procuradoria-Geral da Republica, poder tradicional, instituições religiosas e sociedade civil. O trabalho da comissão seria o de propor um novo texto para ser submetido a “um grande debate nacional” antes de ser adotado, adiantou Seidibá Sani.

A Constituição em vigor na Guiné-Bissau foi revista pontualmente em 1991 quando o país se preparava para autorizar o multipartidarismo democrático, referiu, salientando que o texto já não se enquadra nos tempos modernos. Desde 1994 que o Parlamento “sente a necessidade” de dotar o país de uma nova Constituição, facto que não tem sido possível devido à instabilidade que vem conhecendo, notou.

João Seidibá Sani afirmou que o atual presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, quer avançar nesse capítulo, tendo como base os trabalhos da comissão e a Constituição revista e aprovada pelo Parlamento em 1999, mas que não chegou a entrar em vigor por ter sido vetada pelo então presidente guineense, Kumba Ialá.

 

Manifestantes incendeiam pneus nas ruas de Bissau

Bissau – Um grupo de pessoas incendiaram pneus no início da manhã desta quinta-feira 20 de Agosto na Chapa de Bissau na Avenida Combatentes de Liberdade de Pátria, testemunhou o correspondente da PNN em Bissau.

Depois da Chapa de Bissau os manifestante prosseguiram com a mesma no centro da cidade, na Avenida domingos Ramos, em frente ao Ministério da Função Pública.

A PNN pode apurar que com estas acções os manifestantes pretendem protestar contra demissão do Governo de Domingos Simões Pereira pelo Presidente da República a 12 de Agosto.

Como consequência uma faixa da mesma avenida, que dá acesso ao centro da cidade, esteve momentaneamente cortada, sendo reaberta após intervenção das forças de ordem que retirou os pneus.

Questões sobre o destino dos fundos doados pelo governo da Angola à Guiné-Bissau quando actual chefe de Estado exercia funções do Ministro das Finanças, assim como a compra de imóveis, constam, entre outros, nos panfletos lançados pelos manifestantes.

Este incidente coincidiu com a chegada a Bissau de uma delegação da Comunidade de Estados de Desenvolvimento da Económica da África Ocidental (CEDEAO) composta pela Comissária para Assuntos de Paz e Segurança, Salamato Ussein, que é acompanhada do ex-presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, que têm agendados vários encontros com actores políticos guineenses onde será abordada a crise política que se vive há várias semanas no país.

 

UM classifica de “ligeireza” a forma como Mário Vaz abordou questão gestão de fundos públicos.

Bissau – O União para a Mudança (UM), liderada por Agnelo Regalla, formação política com representação parlamentar classificou de “ligeireza” a forma como Presidente da República José Mário Vaz abordou questão de gestão fundos públicos, no que este partido considerou de clara tentativa de confundir os guineenses contra as avaliações positivas da gestão financeira do estado efectuadas pela Brighton Woods.

“É de lamentar que um Presidente da República não tenha tido a necessária honestidade intelectual na abordagem dos números relativamente às despesas efectuadas pelo Governo no quadro de Títulos de Operação Financeira, contrariando inclusive a avaliação positiva do FMI e Banco Mundial e ocultando de forma deliberada elementos que fundamentam as referidas despesas de forma a confundir propositadamente os guineense e descredibilizar o Governo”, lê-se no comunicado da UM.

No mesmo comunicado da Comissão Permanente do partido sobre a crise política no país, que a PNN consultou, a UM lamentou a decisão premeditada de Mário Vaz, tendo advertido que esta decisão venha a pôr em causa as conquistas alcançadas pelo Governo de Domingos Simões Pereira junto da comunidade internacional, com destaque os resultados da Mesa Redonda.

Neste sentido, a UM condenou com veemência a decisão do derrube do Governo de Simões Pereira, com base numa crise forjada pelo chefe de Estado, lançando agora bases para uma nova instabilidades política com consequências imprevisíveis.

Em termos de soluções, a UM disse estar disponível na busca de soluções republicanas, democráticas e construtivas para o bem do país, apelando os seus militantes e os guineenses em geral a manterem-se firmes e vigilantes na busca de soluções que visem o respeito da ordem constitucional de acordo com a vontade popular com base na reposição do poder governativo ao Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), enquanto formação política vencedoras das ultimas eleições legislativas.

De salientar que na sequência da queda do Governo a 12 de Agosto, Mário Vaz inicia esta sexta-feira 14 de Agosto a consulta dos partidos políticos com vista a indigitação do novo Primeiro-ministro. Sendo estes o Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Renovação Social (PRS), União para a Mudança (UM) e o Partido da Convergência Democrática (PCD).

Sobre este assunto, o PAIGC já anunciou que o nome do seu Presidente, Domingos Simões Pereira, vai ser enviado ao Presidente da República para a formação de novo executivo, de acordo com os resultados eleitorais e estatutos da maior formação política da Guiné-Bissau.

(c) PNN Portuguese News Network

 

Presidente da República justifica derrube do Governo de Domingos Simões Pereira.

Bissau – Contra todos os pedidos lançados pela comunidade internacional, classe política nacional assim como as pressões populares através de manifestações nas ruas desde semana passada, José Mário Vaz, Presidente da República, derrubou na noite desta quarta-feira 12 de Agosto o Governo liderado pelo Engenheiro Domingos Simões Pereira.

O decreto presidencial que ditou o fim deste executivo foi publicado poucas horas depois de Mário Vaz ter feito uma comunicação ao país sobre a alegada crise institucional patente entre o presidente e o chefe do Governo.

Nesta mensagem, o Presidente da República descreveu alguns episódios que disse ser razões de que colocou em causa a sua coabitação com o Primeiro-ministro, tal como a substituição das chefias militares, fecho da fronteira com vizinha Republica da Guiné-Conakry, exoneração do então Ministro da Administrado Interna, caso da arreia de Varela, corte das madeiras, o que qualificou de delapidação de recurso pesqueiros, implementação de um programa agrícola Mon-na-lama, entre outros.

Em termos de consequências, analista políticos em Bissau prevêem um agudizar de uma crise política na Guiné-Bissau o que pode levar país à repetição das instabilidades políticas precedentes e que poderá resultar em eleições antecipadas.

PR disse que apego ao lugar e protecção de interesse instalado não justifica apelo à violência.

Bissau – O Presidente da República disse esta quarta-feira dia 12 de Agosto que um alegado apego ao lugar e protecção de interesse instalados não pode justificar o apelo a violência e o incitamento de jovens de sair as ruas para manifestar como forma de garantir a manutenção de regalias e privilégio de alguns.

Num discurso sobre a situação de crise que se instalou mesmo no país, José Mário Vaz não falou explicitamente na demissão do Governo de Domingos Simões Pereira, contudo trouxe inúmeras críticas, ataques directos e graves acusações contra o chefe do Governo, assim como ao Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama.

Para Mário Vaz disse mesmo que todos os membros do Governo fossem substituídos a alegada crise, que põe em causa o regular funcionamento das instituições, não seria provavelmente ultrapassada na medida em que a questão substantiva é a dita quebra de relação mútua de confiança com o Primeiro-ministro.

Por outro lado, o chefe de estado disse que o direito do Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), vencedor nas últimas eleições, não deve ser personalizado ou privatizado por um grupo de interesse instalado no seio do partido.

Segundo Mário Vaz “esta crise revelou que vivíamos numa hipocrisia institucional com a qual não consigo coabitar, pois não é intelectualmente honesto fingir não existir uma crise política”..

Na mensagem de 9 páginas, o chefe de estado, um pouco contraditório a si mesmo, disse que a instabilidade política não é uma consequência necessária da demissão de um Primeiro-ministro, tendo em seguida explicado que a instabilidade é um desejo que alguns podem tentar materializar por lhe retirado os privilégios e regalias associados a função.

Sobre a Governação, Mário Vaz apresentou uma lista de acusações onde, segundo o presidente, o executivo teria gasto entre Junho de 2014 a Junho de 2015, através do Ministério das Finanças, 49 bilhões de Francos Cfa, um valor proveniente do apoio da Comunidade Internacional assim como dos recursos internos geridos pelo Tesouro Público de 50 bilhões de Francos Cfa totalizando assim 109 bilhões de Francos Cfa.

Ao Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassama, Mário Vaz deferiu também duras críticas referindo que este cometeu que qualificou de “pequena” mentira associada a um panfleto que pretenderia transformar o conteúdo deste panfleto em grande verdade.

Mário Vaz disse ter apresentado ao Presidente da ANP três propostas soluções constitucionais para ultrapassar crise política: dissolução do parlamento, demissão do Governo ou ainda manter o chefe do Governo em função na condição que procedesse a remodelação profunda, como forma de o fazer tornar credível.

A terminar Mário Vaz disse acreditar que a Comunidade Internacional vai continuar a estar ao lodo da Guiné-Bissau sempre que as decisões de soberania sejam conforme às leis e à Constituição da República.

 

 

José Mário Vaz afirma que não consegue coabitar na hipocrisia institucional que vive a Guiné-Bissau.

Bissau – O Presidente da República guineense, José Mário Vaz, na sua alocução ao país afirmou que “algumas instituições representativas da democracia perderam a moderação e atingiram o cúmulo do insulto”.

Na mesma comunicação o presidente guineense realçou as dificuldades, falta de comunicação, visão distinta da gestão e incompatibilidades com o Chefe do Executivo, Domingos Simões Pereira, que abriram o caminho para a “crise institucional”.

Segundo José Mário Vaz “sendo a vitória do PAIGC é a este que pertence o direito de governar, não podendo esse direito ser pessoalizado ou privatizado por um grupo de interesses instalado no seio do Partido, ao ponto de se amaçar a paz social, ameaçar fazer o país mergulhar num caos e conduzi-lo a uma guerra civil, caso as instituições do Estado não se declinem perante a pessoa do Senhor Primeiro Ministro”.

“Esta crise revelou que vivíamos numa hipocrisia institucional com a qual não consigo coabitar”, declarou José Mário Vaz, acrescentado que, “não é intelectualmente honesto fingir não existir uma crise política. A instabilidade política não é uma consequência necessária da demissão de um Primeiro-Ministro”.

Guiné-Bissau: Governo revê nova tabela salarial na função pública

Bissau – O Ministro da Função Pública e Reforma Administrativa anunciou esta segunda-feira, 3 de Agosto, que o Governo vai debruçar-se sobre as propostas com vista a adopção de uma nova tabela salarial para os funcionários públicos.

Em declarações à PNN, durante a cerimónia das comemorações do 3 de Agosto, Dia dos Trabalhadores Guineenses, Admiro Nelson Belo explicou que uma comissão técnica para reajuste salarial já foi criada através do despacho conjunto entre ele e o Ministro da Economia e Finanças. Uma comissão que já apresentou ao Governo algumas opções de reajustes que estão a ser analisadas pelo executivo. “Nas próximas semanas, após discussões com o Fundo Monetário Internacional, o Governo vai debruçar-se sobre estas propostas com o objectivo aplicar uma nova tabela em termos de salários para os funcionários da administração pública”, disse Nelson Belo.

Por outro lado, o mesmo responsável disse que acredita que a partir do Orçamento Geral do Estado para 2016 os funcionários podem contar com o reajuste salarial que poderá, não apenas ser um simples reajuste no sentido de uniformização das categorias iguais, mas também um acréscimo percentuais.

Como forma de garantir as medidas do Governo, o titular da pasta da função pública informou que alguns trabalhos estão a ser feitos nomeadamente na finalização da folha única dos funcionários com a utilização do chamado “SIGRHAP”, a elaboração de um quadro orgânico de todos os ministérios e os departamentos do estado guineense.

O recente lançamento do novo sistema de controlo da presença dos funcionários públicos por via biométrica, na fase experimental a nível do seu ministério consta entre outros aspectos abordados por Belo durante a sua intervenção.

O ministro da Função Pública guineense anunciou também que o Governo está a empreender reformas legislativas que visam promover transformações estruturais no paradigma laboral na Guiné-Bissau. “Estão em curso e em perspectiva muitas medidas que visam responder desideratos, a começar pelas reformas legislativas no estatuto da função pública e no do código de trabalho em discussão na Assembleia Nacional Popular”, disse Belo.

O Presidente da República foi representado no acto pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá.

PR envia mensagem de condolência às famílias das vítimas de Canchungo

Bissau – O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências às famílias das vítimas do desabamento de um prédio de 5 pisos ocorrido a 3 de Agosto em Canchungo que provocou a morte de 9 pessoas.

Na nota de condolência que a PNN consultou, o chefe de Estado guineense Jose Mário Vaz disse ser com dor e consternação que tomou conhecimento do acontecimento que resultou na morte e ferimento de algumas pessoas. “Neste momento de luto, dor e consternação, apresento as minhas mais sentidas condolências as famílias enlutadas os nossos sentidos pesamos”, lê-se na nota.

Neste sentido, a Presidência da República informou que em concertação com o Governo vão trabalhar de modo a prestar o apoio as famílias sinistradas.

No mesmo âmbito, o Governo em mensagem de condolência lamentou a situação ocorrida a 3 de Agosto em Canchungo, e confirmou que esteve reunido esta terça-feira no Gabinete de Crise criado o para este efeito.

A nível político, o Partido da Renovação Social (PRS) enviou igualmente mensagem de condolência às famílias enlutadas em Canchungo. De igual modo algumas formações políticas guineenses endereçaram as suas sentidas condolências pelo ocorrido.

 

Nações Unidas qualifica de “menos clara e preocupante” a situação política Guiné-Bissau

Bissau – O Representante Especial do Secretário-geral das Nações Unidas em Bissau e Chefe do Gabinete Integrado para Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBOIS), Miguel Trovoada, qualificou esta quinta-feira, 6 de Agosto, a situação política no país como “menos clara e preocupante para comunidade internacional e o cidadão comum”.

Em declarações a PNN, à saída do encontro que o Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira manteve hoje com os representantes da comunidade internacional na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada disse que nos últimos dias o país foi abalando com varias declarações e movimentações políticas que levam a prefigurar uma situação menos clara e estável para o país.

Interrogado sobre os rumores de uma eventual queda do Governo, Trovoada disse não pretender falar no assunto mas sublinhou que o factor de estabilidade política e governativa é fundamental para que a comunidade internacional possa continuar apoiar a Guiné-Bissau. Para Miguel Trovoada sem tranquilidade torna-se difícil continuar apoiar o país no seu processo de desenvolvimento.

Na sequência das audiências o Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira vai ainda reunir esta tarde com a sociedade civil e posteriormente irá fazer uma comunicação ao país.

Partidos com assento parlamentar advertem que a instabilidade não joga a favor da Guiné-Bissau.

Bissau – Os partidos políticos com a representação parlamentar, e que igualmente fazem parte do executivo liderado pelo Domingos Simões Pereira, advertiram que o factor de instabilidade politica não joga a favor da Guiné-Bissau e de nenhum cidadão.

Falando esta quinta-feira 6 de Agosto à PNN, depois de encontro com Primeiro-ministro, Agnelo Regala, líder do partido União para a Mudança, disse que vários cenários foram analisados nesta reunião relativamente à actual situação política e alegada crise institucional e consequências que possam resultar desta situação.

Foi neste sentido que Agnelo Regala informou que o seu grupo solicitara ao chefe do Governo para clarificar o que se passa na realidade. “Enquanto guineense e dirigentes políticos deste país estamos convencidos que de facto a instabilidade não é a favor do desenvolvimento da Guiné-Bissau”, disse Regala.

Por outro lado, Agnelo Regala informou que o grupo de partidos políticos que integram o Governo manifestaram-se solidários com o chefe do executivo.

Rainha Elizabeth II visita pela primeira vez um campo de concentração
Rainha foi ao campo de Bergen-Belsen, liberado em 1945 pelo britânicos.
  Ela e seu marido terão encontro particular com sobreviventes.
A Rainha Elizabeth II se dirigiu nesta sexta-feira (26) ao antigo campo de concentração nazista de Bergen-Belsen (norte), liberado em 1945 pelas tropas britânicas, no último dia da visita iniciada na terça-feira na Alemanha.
É a primeira vez que a rainha visita um campo de concentração nazista.
Elizabeth, 89 anos, e seu marido, o príncipe Philip, 94 anos, manterão um encontro particular com alguns dos sobreviventes do campo.
Durante a visita, o casal real verá o memorial dedicado à adolescente Ana Frank, que morreu de tifo em Bergen-Belsen e cujo diário se converteu numa dos relatos mais emblemáticos do tratamento nazista aos judeus.
Cerca de 20.000 prisioneiros de guerra soviéticos e outros milhares de pessoas morreram nesse cmapo. Ao libertá-lo em abril de 1945, as tropas britânicas tiraram as primeiras fotos que revelaram o horror do Holocausto.

Ministério da Energia e Indústria
Guiné-Bissau: Governo organiza jornada nacional de industrialização
Bissau – O Governo, através do Ministério da Energia e Indústria, organiza entre 27 de Junho e 4 de Julho um encontro intitulado Jornada Nacional de Industrialização, sob o lema «Indústria firkidja di disenevolvimentu», ou seja, Indústria, o pilar do desenvolvimento.

O encontro de Bissau vai juntar delegações de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, África do Sul e Senegal, tendo como propósito a promoção efectiva de um debate exaustivo sobre a problemática ligada ao desenvolvimento do sector industrial, através da promoção de uma industrialização massiva e intensiva dos produtos prioritários ou passíveis de exportação, acompanhada da instauração de um sistema de qualidade com vista à melhoria da performance e da competitividade.

A cerimónia de abertura desta reunião vai ser presidida pelo Chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, sendo que o dia de enceramento vai contar com a presença do Presidente da República, José Mário Vaz.

Durante os dia de trabalho, além da exposição de uma feira agrícola na Avenida Amílcar Cabral, em frente ao Armazém Nunes e Irmãos, vão estar em debate nos painéis assuntos como o ambiente e oportunidades de negócio na Guiné-Bissau, como tornar a Guiné-Bissau num país industrializado, o papel da indústria na promoção de emprego, a construção civil, obras públicas, motor de desenvolvimento de indústria, assim como a arquitectura e a indústria.

Guiné-Bissau: Parlamento em debate de urgência vai votar uma moção de confiança
Bissau - A sessão parlamentar ficou marcada esta quinta-feira, 25 de Junho, por um debate de urgência sobre a actual situação politica.

O referido debate de urgência foi solicitado pelo Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, que já se encontra em Dakar, capital senegalesa.

O debate deverá culminar com a votação de uma moção de confiança ao Primeiro-ministro, envolvido numa crise politica com o Presidente da República, José Mário Vaz.

                                                              Apreensão de materiais
Guiné-Bissau: Guarda Nacional deteve suspeitos de exploração ilegal de madeira
Bissau – O Comando do Grupo Territorial N.º 4 da Guarda Nacional, com sede em Buba, região de Quinara, sul do país, procedeu dia 23 de Junho, na povoação de Bolola, Sector de Quebo região de Tombali, à apreensão de uma quantidade considerável de madeiras e materiais em situação de exploração ilegal.

A Notícia foi avançada à PNN pelo Comando Geral da Guarda Nacional, tendo adiantado que, a par desta apreensão, também foram detidos os supostos autores e as pessoas envolvidas nesta prática, que apesar de o Governo ter decretado numa das suas reuniões do Conselho de Ministros a moratória de cinco anos, pondo o fim ao corte ilegal de madeiras na Guiné-Bissau, esta realidade ainda persiste em algumas regiões do país, com pessoas envolvidas no corte de madeiras.

De acordo com o Comando Geral da Guarda Nacional, entre os materiais apreendidos constam motosserras, motorizadas, uma espingarda de calibre 12 de dois canos, catanas e martelos.
Ainda no âmbito da operação, 18 troncos de madeira foram abatidos pelos autores desta prática ilegal, dos quais dez já tinham sido transformados em madeira nesta localidade sul do país.

Entre os suspeitos da iniciativa, algumas pessoas foram identificadas com o nome de Mamadu Saliu Balde, como autor, Rachide Balde, operador de máquinas, um dos filhos do autor desta iniciativa, de nome Sama Saliu Balde, bem como Aladje Balde, cujo papel que terá desempenhado não foi identificado pelas autoridades em Buba.

Uma fonte da Guarda Nacional disse à PNN que neste momento se assiste, em certas partes do interior do país, a uma elevada pressão de pessoas que a todo o custo tentam violar o período de cinco anos decretado pelo Governo para o não abate das matas.

Preocupado com esta realidade nos últimos três anos na Guiné-Bissau, o Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA), organiza, no final de Junho, uma conferência nacional sobre exploração e corte abusivo de florestas nos últimos anos na Guiné-Bissau.

Guiné-Bissau: Remodelação governamental pode estar para breve.

Bissau - O Chefe do Governo guineense, Domingos Simões Pereira, admitiu a possibilidade de uma remodelação governamental para breve.

Domingos Simões Pereira falava esta quinta-feira, 25 de Junho, à margem da reunião da juventude da CPLP que decorre em Bissau. O Primeiro-ministro não prometeu mas admitiu aos jornalistas que uma eventual remodelação governamental constitui um dos assuntos que está em cima da mesa, e que vai ser discutido com o Presidente da República, José Mário Vaz.

Confrontado nos últimos dias com uma agenda muito preenchida, desde o Executivo ao seu partido, o Chefe do Governo disse não ter uma relação tensa com o Presidente da República.

«Sempre disse que os assuntos que tratamos é que são difíceis, e não as nossas relações. Nós somos homens do Estado. O Presidente é um homem do Estado, portanto, saberá e sabe sempre colocar, em primeiro lugar, a prioridade nacional. Eu penso que é isso que vai continuar a acontecer», referiu Simões Pereira.

Entretanto, numa primeira reacção ao pedido de demissão do ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Djá, Domingos Simões Pereira limitou-se a dizer que «não há nenhuma consequência. Há um membro do Governo que sai e haverá um outro membro do Governo a entrar.

              Cabo Verde: Governo vai reabrir missão diplomática junto da CEDEAO

Praia - O Governo cabo-verdiano decidiu reabrir no limiar de 2016 a sua missão diplomática junto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), anunciou o Ministro das Relações Exteriores, Jorge Tolentino.

Falando aos jornalistas no final de uma missão de alto nível da comunidade chefiada pelo vice-Presidente da Comissão da CEDEAO, Toga McIntosh, o chefe da diplomacia cabo-verdiana asseverou que a participação do país nas estruturas da organização tem crescido de forma constante.

A missão da CEDEAO esteve em Cabo Verde nos últimos três dias, integrou ainda a comissária para as Finanças, KhadyRamatu Saccoh, o comissário para os Assuntos Aduaneiros, Comércio e Livre Circulação, Ahmed Hamid, o controlador financeiro das instituições, Muhammad Sani Bello, o chefe-auditor Interno, Mamadou Sidiki Traoré, e o Director-geral da Agência da CEDEAO, Xavier Crespin.

«Esta foi uma oportunidade para fazermos a análise conjunta do trabalho de Cabo Verde enquanto Estado membro da Comunidade, em termos de progressos registados, e perspectivar as próximas etapas, seja a nível do diálogo seja a nível dos contactos técnicos nos sectores das finanças, das alfândegas, da saúde e das energias», disse Jorge Tolentino.

No futuro imediato, Tolentino indicou o reforço da cooperação na área da energia, com a permanência em Cabo Verde do Centro Regional para Energias Renováveis e Eficiência Energética (ECREEE), procurando torná-lo no centro de excelência em todo o espaço regional.

Ao nível dos transportes marítimos, anunciou um projecto regional para a CEDEAO para ligações marítimas do continente com as ilhas de Cabo Verde.

Cabo Verde: UCID exige ao Governo tomada de posição sobre a TACV
Praia - A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) exigiu ao Governo uma tomada de posição «clara» em relação aos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), por não ter respeitado a decisão da Agência da Aeronáutica Civil (AAC) que mandou suspender o aumento dos preços dos bilhetes.

Em conferência de imprensa, o Presidente da UICD, António Monteiro, enalteceu o desrespeito pela entidade reguladora, alegando que a companhia aérea não pode aumentar os preços das passagens de forma unilateral.

«Não estamos aqui a questionar se os TACV aumentaram ou diminuíram os preços dos bilhetes mas sim a questionar a falta de respeito perante uma instituição que consideramos de extrema importância para o desenvolvimento do transporte aéreo em Cabo Verde e da aeronáutica civil, de uma forma geral», argumentou.

António Monteiro quer que o Governo, através da ministra dos Transportes, tome uma posição pública e dê uma explicação ao povo sobre a questão, deixando claro que a UCID defende o cumprimento da lei.

No mesmo tom, o Presidente da UCID acusou as autoridades e os TACV de não estarem a ser sérios com os cabo-verdianos ao aumentarem de 700 para 1.700 dólares, a passagem aérea para Providente, nos EUA.

«É uma falta de respeito em relação aos cabo-verdianos, porque sabem que, neste momento, não há outras alternativas», indicou.

Guiné-Bissau: Baciro Djá justifica demissão
Bissau - O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Djá, colocou esta terça-feira, 23 de Junho, o seu cargo à disposição do Chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, uma posição que resultou da última reunião do Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), órgão máximo do partido.

 

Como justificação, Baciro Djá argumentou a «quebra de confiança» no seu relacionamento com o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira. Tal como foi informado esta segunda-feira, o demissionário ministro da Presidência do Conselho de Ministros foi alvo de severos ataques durante a reunião dos órgãos do partido, que ocorreu no passado fim-de-semana, 20 e 21 de Junho, em Bissau.

 

Antes que o Chefe do Governo procedesse à já esperada remodelação governamental, conforme a instrução dos órgãos do partido, Baciro Djá constituiu na segunda figura a deixar o Governo, depois de Botché Candé, antigo ministro do Interior, ter sido demitido no princípio deste ano pelo Presidente da República, José Mario Vaz.

 

Trata-se de duas demissões com razões e contextos totalmente distintos.

 

ÚLTIMA HORA/PEDIDO DE DEMISSÃO: O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Dja, pediu a sua demissão do cargo. A reunião do Comité Central e as divergências com o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira abriram a porta de saída ao enfant terrible do Governo guineense.

Guiné-Bissau: PM recebe em audiência o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal.

Bissau – O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, recebeu esta terça-feira, 23 de Junho, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Senegal.

Portador de uma mensagem do Chefe de Estado do Senegal, cujo teor não foi divulgado à imprensa, momentos antes de ser recebido pelo Primeiro-ministro, Mankeur Indaie foi igualmente recebido pelo Presidente da República José Mário Vaz.

À saída do encontro com Chefe do Executivo guineense, o governante senegalês descreveu à PNN as relações de amizade entre o seu país e a Guiné-Bissau, enquanto países irmãos.

Mankeur Indaie deixou Bissau ainda esta terça-feira, com destino ao Senegal.

NOTÍCIA COMITÉ CENTRAL DO PAIGC: O secretário nacional do PAIGC, Abel Silva, acaba de pedir desculpas ao presidente do partido, Domingos Simões Pereira. Pode ser que desta vez seja poupado...O presidente do partido, DSP, perdeu confiança no secretário nacional Abel Silva. Domingos Simões Pereira considera que a máquina do partido "está parada", e sugeriu mesmo ao Comité Central a sua substituição.

NOTÍCIA COMITÉ CENTRAL DO PAIGC: Secretário de Estado João Bernardo Vieira arrasa Baciro Dja no último dia de reunião do Comité Central.

A reunião de hoje do Comité Central do PAIGC caminha para a noite das facas longas...o presidente do partido, Domingos Simões Pereira fez uma longa exposição. Apontou defeitos, louvou méritos, indicou caminhos, pediu o fim das intrigas no partido e no Governo.

Porém, a despesa desta tarde coube literalmente a duas pessoas: ao ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Baciro Dja, e ao Super-Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira.

Baciro Dja entrou ao ataque e o seu superior - no partido e no Governo, Domingos Simões Pereira, foi o primeiro alvo. "Há falta de democracia no PAIGC desde que você é presidente do partido", atirou. E continuou a disparar: "Pegaste apenas nos 'amigos de Odessa' [onde estudou o primeiro-ministro] e meteste no Governo."

Seguiu-se-lhe o JBV. 'O contrato com a EuroAtlantic não está bem claro', insinuou o ministro. O Secretário de Estado percebeu, encaixou a coisa, e Baciro não perdeu mesmo nada pela demora. João Bernardo Vieira subiu ao palanque e desafiou "quem quer que tenha provas de que tenha metido ao bolso 1 franco ou 1 euro que seja, no contrato com a EuroAtlantic que as leve imediatamente ao Ministério Público." Acusou ainda Baciro de ser "fonte de instabilidade e um agente que veio para destruir o PAIGC."

Depois, revelou, para espanto de muitos no salão nobre que Baciro lhe pediu "por várias vezes que intercedesse junto do DSP pela sua entrada no projecto [Cacheu...]" Mas havia mais. 'Baciro Dja, se hoje és 3º vice-presidente do PAIGC, é graças a mim, e às tuas intrigas! Foi por isso que o Aristides Ocante da Silva foi relegado.

20/06/2015 10h04

Em encontro com religiosos, Lula faz duras críticas a Dilma e a sua gestão: ‘ela está no volume morto’

SÃO PAULO - Como se estivesse em um confessionário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu o coração a um seleto grupo de padres e dirigentes de entidades religiosas no auditório de seu instituto, anteontem, em São Paulo. Em tom de desabafo, criticou duramente a presidente Dilma Rousseff e creditou ao governo dela, sobretudo no segundo mandato, a crise vivida pelos petistas. Para Lula, a taxa de aprovação da companheira está no “volume morto”, numa referência à situação hídrica paulista, e, com o silêncio do Planalto, o “governo parece um governo de mudos”. O ex-presidente admitiu ainda que é “um sacrifício” convencer sua sucessora a viajar pelo país e defender sua gestão.

— Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos — disse Lula.

Para ilustrar a profundidade do poço em que se meteu o PT, Lula citou uma pesquisa interna do partido, que revela que a crise se instalou no coração da legenda, o ABC Paulista. Muito rouco, o ex-presidente dizia coisas como “o momento não está bom” e “o momento é difícil”.

— Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo — disse Lula aos religiosos.

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/em-encontro-com-religiosos-lula-faz-duras-criticas-dilma-a-sua-gestao-ela-esta-no-volume-morto-16505697#ixzz3dcHY0oP9 
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Ele afirmou ter dito à presidente: “Isso não é para você desanimar, não. Isso é para você saber que a gente tem de mudar, que a gente pode se recuperar. E entre o PT, entre eu e você, quem tem mais capacidade de se recuperar é o governo, porque tem iniciativa, tem recurso, tem uma máquina poderosa para poder falar, executar, inaugurar”.

Na mesa, os mais de 30 participantes do encontro, entre eles o bispo dom Pedro Luiz Stringhini, não deram trégua ao ex-presidente. Sobraram críticas para o PT, o governo, o próprio Lula e seu pupilo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Os religiosos defenderam que o partido volte à antiga liturgia e se aproxime mais dos trabalhadores.

Lula concordou com a tese, dizendo que os petistas trocaram a discussão da política pela do mandato.

A reunião faz parte da estratégia do partido de tentar se reaproximar de sua base social. O interlocutor da ala religiosa é o ex-ministro Gilberto Carvalho, mencionado diversas vezes por Lula, em seu discurso de mais de 50 minutos, para exemplificar como o governo Dilma perdeu o contato com os movimentos sociais. Lula cobrou da presidente, e tem feito isso em outras reuniões reservadas, uma agenda positiva e mais exposição pública. Para o petista, Dilma deixou o governo mais distante dos mais pobres.

— Na falta de dinheiro, tem de entrar a política. Nesses últimos cinco anos, fizemos muito menos atividade política com o povo do que fizemos no outro período — disse ele, citando as conferências nacionais com grupos sociais:

— Isso acabou, Gilberto!

Lula reclamou que Dilma tem dificuldade de ouvir até mesmo os conselhos dados por ele:

— Gilberto sabe do sacrifício que é a gente pedir para a companheira Dilma viajar e falar. Porque na hora que a gente abraça, pega na mão, é outra coisa. Política é isso, o olhar no olho, o passar a mão na cabeça, o beijo.

Nesse ponto da conversa, o ex-presidente fez questão de ressaltar: falar com a população não é “agendar para falar na televisão”.

Durante a reunião, Gilberto Carvalho, que saiu do núcleo central do governo Dilma depois de muitas críticas à atuação da equipe da presidente, concordava com Lula, completava frases e assentia com a cabeça enquanto o ex-presidente subia o tom:

— Aquele gabinete (presidencial) é uma desgraça. Não entra ninguém para dar notícia boa. Os caras só entram para pedir alguma coisa. E como a maioria que vai lá é gente grã-fina... Só entrou hanseniano porque eu tava no governo, só entrou catador de papel porque eu tava no governo — disse Lula, que completou:

— Essa coisa se perdeu.

Lula revelou o quem tem conversado com Dilma nos encontros privados. Os dois têm feito reuniões em São Paulo, e a presidente só as informa na agenda oficial depois que são realizadas. Ele disse que fala para a presidente que a hora é de “ ir para a rua, viajar por esse país, botar o pé na estrada”. Diz ainda que os petistas não podem temer as vaias. Uma das armas para recuperar a combalida gestão, segundo ele, é investir na execução do Plano Nacional de Educação. O problema seria, de acordo com ele mesmo, que o próprio PT desconhece o conteúdo do plano.

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/em-encontro-com-religiosos-lula-faz-duras-criticas-dilma-a-sua-gestao-ela-esta-no-volume-morto-16505697#ixzz3dcHiqrQq 
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Estado Islâmico supera Al-Qaeda como líder do terrorismo global
Relatório do governo dos EUA destaca a força midiática do grupo.
Ataques terroristas aumentaram em 35% em 2014, conclui documento
O Estado Islâmico (EI) ultrapassou a Al-Qaeda como principal grupo terrorista no mundo, informou o relatório anual sobre terrorismo do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O documento destaca a forte capacidade em recrutar militantes estrangeiros e espalhar sua mensagem pelo mundo.
O relatório também conclui que os ataques terroristas aumentaram em 35% em 2014 frente ao ano anterior, mas ficaram bem mais concentrados em alguns países. Mais de 60% de todos os atentados destes grupos, diz o governo norte-americano, concentram-se no Iraque, Paquistão, Afeganistão, Índia e Nigéria.
De acordo com o governo norte-americano, a disseminação "sem precedentes" do EI e sua brutalidade, aliada à capacidade de arquitetar ataques, ajudou o grupo a "suplantar" a Al-Qaeda como grupo líder do terrorismo mundial. Os dois grupos estão adaptando suas táticas de formas mais brutais e difíceis de rastrear.
Para o Departamento de Estado dos EUA, a proeminência da ameaça da Al-Qaeda diminuiu em 2014. "A liderança da Al-Qaeda também parece ter perdido o ímpeto frente ao movimento de liderança global e à rápida expansão do Estado Islâmico", além das perdas significativas de seu domínio no Paquistão e Afeganistão.
Os EUA também reconhecem a habilidade do EI em utilizar as "redes sociais mais populares", como YouTube, Facebook e Twitter, para disseminar sua mensagem pelo mundo e recrutar seguidores de "forma ampla".
Um aumento de 81% nas mortes no ano passado foi atribuído, em parte, como resultado de ataques excepcionalmente letais, diz o documento, que cita ainda táticas agressivas e brutalidade nas ofensivas, como decapitações, crucificações e ataques em massa. Sequestros e detenção de reféns também aumentaram, segundo o governo norte-americano.
Guerra na Síria
O documento conclui, ainda, que a guerra civil na Síria, ainda em andamento, teve um papel significativo no terrorismo mundial em 2014. "A taxa de terroristas estrangeiros que viajaram para a Síria – totalizando mais de 16 mil de mais de 90 países – ultrapassou o número de terroristas estrangeiros vindos do Afeganistão e Paquistão, Iraque, Iêmen ou Somália em qualquer período dos últimos 20 anos".
Muitos destes estrangeiros, diz o governo dos EUA, uniram-se ao Estado Islâmico, que, pela "intimidação e exploração de problemas políticos, um ambiente de maior insegurança no Iraque e os conflitos na Síria, conseguiram apoio suficiente para conduzir operações militares complexas como tentativa de conquistar território ao oeste do Iraque e leste da Síria para formar um auto-declarado califado islâmico".
Brutalidade do Boko Haram
O relatório destaca o grupo terrorista Boko Haram, baseado na Nigéria, dividindo com o EI o mesmo nível de brutalidade em suas táticas, como apedrejamentos e escravidão de crianças. Ainda que o Estado Islâmico tenha sido responsável pelo maior número de ataques em 2014, o número de mortescausadas pelo grupo nigeriano não fica muito atrás, diz o documento.

 

COOPERAÇÃO PARLAMENTAR GUINÉ-BISSAU/PORTUGAL

Os parlamentos de Portugal e da Guiné-Bissau vão aprofundar as ações de cooperação no seguimento de um acordo assinado hoje na capital guineense pelos líderes dos dois órgãos.

A presidente da Assembleia da República de Portugal, Assunção Esteves, e o presidente da Assembleia Popular Nacional da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, assinaram um protocolo que prevê a colaboração em vários temas.

Está prevista cooperação no âmbito da redação de leis, boas práticas de gestão, apoio à Guiné-Bissau em equipamentos e aplicações informáticas, bem como no que respeita a formação.

"Encontrámos nos nossos irmãos portugueses a disponibilidade para caminharmos em conjunto", destacou Cipriano Cassamá, durante a cerimónia de assinatura do acordo com que terminou a visita de três dias de Assunção Esteves à Guiné-Bissau.

O líder do parlamento guineense exprimiu a vontade de se "aprofundar a troca de experiências entre os dois países". "Têm um lugar cativo no nosso coração", concluiu.

A presidente do parlamento português reiterou a ideia de que "a cooperação entre a Europa e África" passa pela "colaboração bilateral" entre Lisboa e Bissau - tal como já tinha referido ao discursar numa sessão plenária especial da assembleia guineense, na quinta-feira.

"Viemos ter consciência de África, dentro de África, não vista de um gabinete", sublinhou ao avaliar a visita em que manteve encontros à porta fechada com o Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, e com o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Durante a manhã de hoje, Assunção Esteves visitou ainda o laboratório que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) instalou em Bissau para despistar eventuais casos de Ébola - que não chegou ao país - e procedeu à entrega de dois contentores de medicamentos oferecidos por Portugal aos serviços de Saúde guineenses.

A presidente da Assembleia da República visitou ainda, ao lado de José Mário Vaz, o navio patrulha oceânico Figueira da Foz da marinha portuguesa que se encontra atracado em Bissau no âmbito de um périplo pelo Atlântico Sul. Lusa

 

Entre 15 e 19 de Julho
Primeiro-ministro de Cabo Verde visita a Guiné-Bissau
Praia - O Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, efectua uma visita oficial à Guiné-Bissau de 15 a 19 de Julho, para o «reforço das relações entre os dois países», anunciou o próprio Chefe do Governo cabo-verdiano.

 

Segundo José Maria Neves, na sua deslocação far-se-á acompanhar por uma delegação composta por empresários, agentes culturais e governamentais.

 

«Neste momento, a TACV (Transportadora Aérea de Cabo Verde) já está a efectuar voos para Bissau, e estamos a criar todas as condições para ligar o arquipélago à África Ocidental, tendo em conta que a nossa estratégia é tornar o país mais competitivo nessa região», referiu.

 

José Maria Neves deveria inicialmente efectuar uma visita oficial à Guiné-Bissau de 2 a 7 de Junho, mas foi adiada a pedido das autoridades de Bissau.

 

COCAÍNA: Guineense preso em Cabo Verde

Um cidadão natural da Guiné-Bissau encontra-se no serviço de urgências do Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, num processo de extracção de cápsulas de cocaína. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Nelson Mandela após desembarcar de um voo do Brasil.

O homem foi detido pela Polícia Judiciária quando tentava entrar no nosso país com dezenas de cápsulas de cocaína no estômago. O guineense desembarcava de voo proveniente de Recife, Brasil. O jovem foi encaminhado para o Hospital Agostinho para expelir a droga.

Até ao momento da elaboração desta peça, o indivíduo não apresentava nenhum sinal de complicação. Mas as autoridades temem pela sua vida, pois há três dias que ele está a expelir bolotas de cocaína. É que no caso de arrebentar alguma das cápsulas ficaria difícil controlar o efeito das substâncias no organismo.

Terminado o processo, o indivíduo será apresentado ao Tribunal da Comarca da Praia para a legalização da prisão. Jornal A Voz.

Publicado por: Malam cande á 14:44  17/06/2015

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau reconhece qualidade de ensino na Lusófona

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, disse que reconhece a qualidade do ensino ministrado na Universidade Lusófona sediada na capital do país. O líder do governo falava durante uma passagem pela instituição, em que referiu que, "mesmo sem essa visita, já reconhecia a qualidade da universidade".

No início do ano, o governo da Guiné-Bissau mandou fechar escolas e cursos superiores que disse não cumprirem com os critérios mínimos de funcionamento.

Na Universidade Lusófona, criada numa parceria com a homónima portuguesa em 1999, estavam em causa os cursos de Enfermagem, Direito e Engenharia Informática, que a tutela decidiu suspender - mas que a instituição manteve em funcionamento. Em março, as duas partes assinaram um memorando de entendimento para normalizar a situação.

"A nossa avaliação enquanto Governo é completamente independente", referiu hoje Domingos Simões Pereira, acrescentando que o Executivo tem que "exigir o cumprimento das normas, é a nossa responsabilidade". De qualquer maneira, garantiu que haverá sempre diálogo.

"Eu penso que o que está a ficar evidente é que, independentemente da posição, nós estamos a resolver problemas dialogando" e se assim não for "é porque algo não funcionou bem em termos de informação".

Domingos Simões Pereira referiu mesmo que "não vale a pena tomar posições corporativistas. (...) Não há razão para braços de ferro".

Num discurso perante dezenas de alunos em que recordou as suas próprias aulas de informática na universidade, o primeiro-ministro apelou à aprendizagem contínua ao longo da vida. "Não fiquem satisfeitos com aquilo que já sabem", concluiu. Lusa

                                                       Cerimónia decorreu a 12 de Julho
Guiné-Bissau: PR orgulhoso com a tomada de posse de membros do Conselho de Estado
Bissau – O Presidente da República, José Mário Vaz, disse estar orgulhoso com a tomada de pose de novos membros do Conselho de Estado esta sexta-feira, 12 de Junho.

«É com muito orgulho que dou posse aos membros do Conselho de Estado, como determina a nossa Constituição da República», disse José Mário Vaz.

No seu discurso durante o acto, o Chefe de Estado guineense destacou a importância da cerimónia, que disse estar repleta de muitos significados, no fecho de mais um capítulo no processo de retorno gradual e progressivo a normalidade constitucional iniciado com as últimas eleições Gerais que tiveram lugar no ano passado no país.

Neste sentido, o Presidente da República alertou que o actual contexto socio-político do país impõe a responsabilidade acrescida a todos os titulares de cargos públicos, desde a base até ao topo da hierarquia, para que, como é do interesse nacional, o dever do Estado não seja defraudado nas legítimas expectativas de desenvolvimento e gozo de uma vida digna para todos os guineenses.

Recordando o seu recente discurso na abertura do ano judicial, Mário Vaz voltou a sublinhar que a resposta aos desafios que o país enfrenta em termos de desenvolvimento só pode ser conseguida de forma satisfatória, mantendo as instituições interdependentes e interligadas, num contexto em que a unidade do Estado seja uma realidade inquestionável.

A questão da unidade nacional, justiça, combate à corrupção e ao nepotismo foram, entre outras, destacadas pelo Chefe de Estado, dizendo que devem ser combatidas para que as instituições possam ser fortes e estáveis.

Numa clara alusão às recentes declarações do Presidente da Assembleia Nacional Popular em Angola, Mário Vaz disse que não é compreensível que o Estado guineense não seja capaz de expressar junto dos seus parceiros, numa única voz e de forma concertada, defendendo que não é aceitável que o titular de um órgão de soberania se pronuncie em nome da Guiné-Bissau sem um mandato para este efeito ou sem articulação com outros órgãos competentes para estas declarações políticas.

O Chefe de Estado guineense pediu maior responsabilidade, concentração e uma dose adequada de reserva e descrição na conduta pública, dado que esta situação não ajuda à reabilitação da imagem das instituições da República, dizendo que o Conselho de Estado vai ser chamado em breve a pronunciar-se sobre este contexto.

A terminar, o Presidente da República disse que o país se encontra num desafio crucial para a afirmação e o futuro das instituições, bem como os valores que nelas se representam.
O Conselho de Estado é integrado pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, e o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, entre outras figuras políticas, assim como os representantes de diferentes formações políticas. O organismo serve-se de consultas obrigatórias do Presidente da República sobre os mais diversos assuntos da soberania nacional.

Angola investe mais de 75 milhões de euros na prevenção da imigração ilegal
Luanda – As autoridades angolanas vão investir 75,5 milhões de euros no combate à imigração ilegal.

A aquisição de meios e recursos que ajudem a prevenir a imigração ilegal em Angola é uma das principais medidas tomadas pelas autoridades, num programa que contará com o investimento de 75,5 milhões de euros.

A notícia foi avançada através de um despacho Presidencial assinado por José Eduardo dos Santos, a 29 de Maio, dando conta que o Serviço de Migração e Fronteiras será dotado de novos «meios modernos» que garantam o controlo da imigração ilegal.

Entre 16 e 19 de Junho
Presidente do Parlamento português realiza visita oficial à Guiné-Bissau
Bissau - A Presidente da Assembleia da República de Portugal fará uma visita oficial à Guiné-Bissau entre 16 e 19 de Junho, a convite do seu homólogo, Cipriano Cassamá.

O intenso programa de três dias inclui encontros com as mais altas entidades do país e contactos com projectos de cooperação. Assunção Esteves discursará na Assembleia Nacional Popular a 18 de Junho, sendo assinado, no dia seguinte, um protocolo de cooperação entre os parlamentos português e guineense.

Segundo uma nota de imprensa da Assembleia da Republica Portuguesa, que a PNN consultou, durante a visita Assunção Esteves irá encontrar-se com o Presidente da República, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, o Primeiro-ministro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas.

Assunção Esteves contactará ainda com projetos de cooperação, estando previstas, neste âmbito, visitas à Escola de Djoló – uma escola financiada pela ONGD «Afetos com Letras» –, à Faculdade de Direito de Bissau e à Comissão Nacional de Eleições.

Assunção Esteves presidirá igualmente à cerimónia de entrega de dois contentores frigoríficos, oferecidos pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, com medicamentos e outros materiais destinados a prevenir e combater o ébola, numa sessão que contará com a presença da Ministra da Saúde da Guiné-Bissau e do Presidente do INEM. A Presidente da Assembleia da República de Portugal visitará também o Navio Patrulha Português Figueira da Foz, ancorado no Porto de Bissau.
Assunção Esteves prestará homenagem a Amílcar Cabral, participando em cerimónias no Quartel de Amura e em Bafatá, onde nasceu o líder político.

A delegação parlamentar de Portugal é composta pelos deputados Ester Vargas (PSD), Paulo Pisco (PS), Abel Baptista (CDS-PP), Diana Ferreira (PCP) e José Luís Ferreira (PEV).

PR JOMAV critica "pedido de desculpas" feito por Cipriano Cassamá em Luanda

O Presidente da República, José Mário Vaz, teceu hoje duras críticas ao presidente da ANP, Cipriano Cassamá pelo "pedido de desculpas" deste "ao povo angolano" - uma referência ao golpe militar de abril de 2012 que depôs o primeiro-ministro Carlos Gomes Jr e interrompeu durante três anos o processo de cooperação com este país.

As declarações de Cassamá, formalizada em Luanda, onde recentemente esteve em visita oficial, caíram mal junto de José Mário Vaz, que ripostou em tom duro, sem referir nomes - também nem precisava...: 'Não tinha autorização e não é aceitavel que um orgao de soberania fale sem mandato para o efeito. Não é compreensivel que o nosso Estado seja incapaz de falar junto dos seus parceiros de forma concertada e coerente, de forma eficaz.'

E finalizou, criticando a "vontade de aparecer" de alguns muitos. José Mario Vaz fez estas declarações depois da tomada de posse dos membros do Conselho de Estado, que teve lugar hoje no Palácio da República.

Governo detém 40% do activo
Guiné-Bissau: Governo cria companhia aérea «Air Guiné-Bissau»
Bissau – O Governo guineense anunciou esta quinta-feira, 11 de Junho, a criação da sua companhia aérea com a bandeira nacional, denominada «Air Guiné-Bissau», que nos próximos meses vai começar a operar nas linhas domésticas, sub-regionais, regionais e fora do continente africano, nomeadamente América do Sul (Brasil) e na Europa.

«Hoje, dia 11 de Junho, é com o enorme prazer anunciamos a criação da companhia aérea de bandeira nacional, que se designa por Air Guiné-Bissau», referiu o Executivo.

Falando à PNN numa conferência de imprensa, João Bernardo Vieira, secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, disse que a companhia criada vai trabalhar com o Grupo Tender SA, da Roménia, cuja delegação esteve presente neste encontro com os jornalistas.

Do grupo de trabalho faz parte ainda a companhia portuguesa EuroAtlantic Airways que, de acordo com o governante, nas próximas duas semanas em Bucareste vão decorrer as negociações que irão definir a entrada da portuguesa na companhia.

Bernardo Vieira informou que as rotas identificadas pela Agencia de Aviação Civil da Guiné-Bissau são Bissau, Dakar, Lisboa, Praia, Bandjul e a capital da Guiné-Conacri.

«Vamos começar com dois aviões e, conforme as necessidades, os aviões vão aumentar. Depois de um ano de funcionamento vamos fazer a ligação com a cidade brasileira de Fortaleza», disse Vieira.

Nesta companhia a Guiné-Bissau detém 40% e o Grupo de Tender SA 60%. Com a entrada de outras companhias este valor vai ser alterado.

sexta-feira, 12 de junho de 2015
CONSTITUIÇÃO: Comissão Eventual da revisão toma posse

Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), deu posse à Comissão Eventual da Revisão Constitucional, presidida pelo deputado João Sediba Sané. Na cerimónia de tomada de posse, o presidente da ANP formulou votos para que os trabalhos desta nova comissão cheguem ao seu término e sejam consequentes, pois “as instituições do Estado, os partidos políticos, as universidades, a sociedade civil, todos, estão chamados a contribuir para um frutuoso debate nacional sobre a Lei Fundamental do nosso país”

Na óptica de Cipriano Cassamá, a crónica instabilidade das instituições do Estado e o recurso frequente a actos inconstitucionais alegadamente para resolver problemas reais da vida política guineense “alertaram políticos, estudiosos e uma parte significativa dos nossos cidadãos para a necessidade de, nos termos da lei, revisitar a Constituição da República”. Afirmando que os guineenses sentem falta de uma melhor Constituição, Cipriano Cassamá reclama uma Constituição muito mais adaptada a uma realidade social e política que a Lei Fundamental tem de enquadrar.

Na sua intervenção, o presidente da ANP deixou muitas perguntas que também fazem parte das preocupações dos guineenses, designadamente será que o nosso modelo semi-presidencialista anda de boa saúde? Vamos preservar o modelo vigente e limitarmo-nos apenas a corrigir as suas prováveis deficiências e conhecidas lacunas? Será que vamos ter de ponderar uma alteração mais radical do regime constitucional? Ou será que o modelo de controlo da conformidade constitucional das leis, é o mais adequado? Ou ainda que Constituição para a Guiné-Bissau?

Por seu lado, João Sediba Sané, presidente da Comissão Eventual da Revisão Constitucional, também considerou que a Constituição da Guiné-Bissau apresenta-se como um instrumento que reclama a revisão. “Esta revisão possibilitará a introdução de alterações tendentes a acudir a realidade guineense”, referiu.

Para Sediba Sané foi conseguido um profundo consenso partidário, parlamentar e extra-parlamentar, envolvendo também a sociedade civil, sobre a matéria da revisão constitucional, o que poderá ajudar de certa forma os trabalhos da Comissão. Refira-se que a Comissão Eventual da Revisão Constitucional criada em 2009, mas que nunca chegou a concluir o trabalho por dificuldades de vária ordem, foi reactivada em 2014 por unanimidade dos votos dos deputados.

A Comissão ora reactivada conhecerá algumas alterações, designadamente o preenchimento de vagas deixadas pelos deputados que integravam a anterior Comissão, mas que não foram reeleitos nas últimas eleições legislativas; a integração de uma Comissão Técnica de Apoio e a criação de uma Comissão Consultiva Multissectorial, que integra o Presidente da República, Governo, Supremo Tribunal de Justiça, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados, sector privado, representado pela Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura, Sociedade Civil, representada pelo Movimento da Sociedade Civil Paz e Democracia, Conselho Nacional da Juventude, Conferência Episcopal, Conselho Superior Islâmico, régulos e anciões.

Integram a Comissão Eventual de Revisão da Constituição os deputados João Sidibá Sané, Rui Diã de Sousa, Aba Serra, Lassana Seidi, Certório Biote, Martina Moniz, Artur Sanhá, Víctor Mandinga, Abubacar Demba Baldé e João Maria Baticã Ferreira e ainda Aladje Alanso Fati (Conselho Superior Islâmico), Armando Mango (Ordem dos Advogados), Samora Nogueira Sanca (Comissão Nacional da Juventude); Fodé Adulai Mané (Movimento Nacional da Sociedade Civil), Malal Sané (Gabinete do Primeiro-Ministro) e Joselino Degol Pereira.

Publicada por: Malam cande á 09:16

 Avião da Malaysia Airlines aterrissa de emergência na Austrália

Um avião de Malaysia Airlines realizou nesta sexta-feira (12) uma aterrissagem de emergência em um aeroporto de Melbourne, na Austrália, depois que seus dispositivos de segurança alertaram sobre um incêndio em um motor, informou a imprensa local.

O Airbus 330, que voava para Kuala Lumpur, na Malásia, retornou a Melbourne pouco após decolar, ao disparar do alarme do sistema da aeronave --que acabou sendo falso.

"Após sair de Melbourne, os sistemas do avião indicaram que houve um incêndio no motor, por isso eles retornaram e aterrissaram", disse o porta-voz do Escritório de Segurança do Transporte na Austrália à emissora ABC.

Ao chegar, o aparelho foi inspecionado por engenheiros e pessoal de terra da companhia, que não encontraram nenhum rastro de incêndio, segundo informou a companhia aérea em comunicado.

A bordo do avião viajavam cerca de 300 passageiros, que foram desembarcados pelas equipes de emergência do aeroporto sem que nenhum deles tivesse de ser atendido.

O aeroporto de Melbourne informou por sua parte que o incidente não alterou suas operações e que o trânsito aéreo seguiu com normalidade.

O fato ocorreu uma semana depois que a Malaysia Airlines anunciou a demissão de 20 mil trabalhadores, dentro dos planos de reestruturação traçados pela principal companhia aérea malaia para criar uma nova companhia aérea rentável a partir de 2018.

EXCLUSIVO DC: Ambiente de cortar à faca na reunião do Conselho de Ministros

Foi um primeiro-ministro irritado aquele que apareceu na reunião semanal do Conselho de Ministros. Domingos Simões Pereira usou da palavra durante uma hora, e acusou o seu ministro da Presidência, Baciro Dja, de todos os males que assolam a difícil coabitação entre o chefe do Executivo e o Presidente da República - e acusou-o ainda de passar informações a terceiros.

 

Baciro Dja ouviu, e reagiu forte e feio. A fonte do DC garante que só não chegaram a vias de facto por uma unha negra. Baciro Dja apresentou depois o seu relatório sobre a tão propalada peregrinação a Meca, e pediu que se fizesse uma auditoria (agora está na moda) sobre um hipotético desfalque de 80 milhões de Fcfa.

 

A discussão atingiria o ponto mais alto quando, com a mesma irritação com que começara a sua explanação, Domingos Simões Pereira comunicou solenemente aos membros do Governo a retirada da pasta da peregrinação a Meca a Baciro Dja, ficando ele mesmo no comando das operações.

 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

AVIAÇÃO/Air Guiné-Bissau: Formalmente criada, a companhia operará com dois aviões, nas rotas Bissau/Dakar, Bissau/Praia, Bissau/Lisboa. Conta ainda ter voos para a Guinée e, posteriormente, para Fortaleza no Brasil.

TERRORISMO: PM Domingos Simões Pereira confirma detenção, na Mauritánia, de um cidadão guineense, acusado de terrorismo internacional.

 Presidente da ANP dispara em todas as direcções

O Presidente da Assembleia Nacional Popular guineense, Cipriano Cassamá, teceu hoje duras críticas contra as principais instituições no poder na Guiné-Bissau, com destaque para os recados para a Presidência da República.

Falando aos deputados, começou por confessar que está "bastante preocupado com a estabilidade” do país. “Há pessoas que estão a atiçar o lume mas que tomem cuidado, porque este povo não merece mais sofrimento”, disparou o Presidente da ANP.

Ainda que diga que a ANP “não tem problemas com ninguém,” Cipriano Cassamá alertou: “não podemos estar com Deus e com o Diabo ao mesmo tempo”, uma clara indirecta aos não alinhados (kilis ku firma riba di muro é na djubi nundé ku mampatas mas na kai...)

Cipriano Cassamá defendeu o Governo liderado por Domingos Simões Pereira com unhas e dentes: “Este governo tem que acabar a sua legislatura de quatro anos, doa a quem doer,” rematou o presidente da ANP.

Depois, um recado, sentido com estrondo na Presidência: "Vamos fazer cair este governo para quê?, em nome de quem?” Pediu depois a contribuição de todos e que “cada um de nós cumpra as suas competências para com a Constituição da República.

 

CASO PASSAPORTES: PM da Guiné-Bissau avalia continuidade de governante indiciado por venda de passaportes

 

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, disse que vai avaliar a continuidade do secretário de Estado das Comunidades, envolvido num escândalo de venda de passaportes, depois de recolher toda informação sobre o processo.

Idelfrides Fernandes foi detido pela Polícia Judiciária na sexta-feira e posto em liberdade no dia seguinte, mas o primeiro-ministro, que hoje regressou ao país após uma visita à Mauritânia, só irá decidir sobre a sua situação no Governo quando estiver na posse de todos os elementos sobre o caso.

Confrontado por jornalistas no aeroporto internacional de Bissau, o primeiro-ministro guineense disse que acaba de ser informado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Mário da Rosa, e da Administração Interna, Octávio Alves. "Antes de sair daqui, falei com o secretário de Estado que me apresentou um documento no qual confirmava que não havia nenhum fundamento para as acusações de que estava ser alvo", declarou Simões Pereira.

O chefe do executivo guineense disse que espera ter "mais elementos" agora que Idelfrides Fernandes foi ouvido (e detido) a mando do Ministério Público para poder tomar uma decisão sobre a permanência ou não deste no Governo. O secretário de Estado não esteve no aeroporto para a tradicional receção ao primeiro-ministro à chegada ao país.

 

ÉBOLA: Novo caso detectado na Guinée, junto à fronteira

Um novo caso de Ébola foi detetado na última semana na região da Guiné-Conacri que faz fronteira com o sul da Guiné-Bissau, segundo o relatório semanal sobre o vírus elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje divulgado.

O caso que resultou numa vítima mortal foi detetado na região de Boké, na cidade costeira de Kamsar, e estava na lista da OMS por suspeita de ter estado em contacto com doentes infetados, refere-se no documento.

A vítima estava ligada "ao grupo localizado de casos que surgiu no último mês. No entanto, o contacto para acompanhamento foi perdido durante um período de agitação civil na área e identificado mais tarde, já morto", lê-se no relatório. Lusa


CASO PASSAPORTES: PJ detém mais um

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau deteve no início desta semana, num bairro nos arredores da capital, o principal colaborador do secretário de Estado de Cooperação e Comunidades Idelfrides Manuel Gomes Fernandes, por envolvimento no polémico processo de emissão ilegal de passaportes de serviço e diplomáticos a cidadãos estrangeiros e nacionais.

A informação foi confirmada à VOA nesta quarta-feira, 10, por uma fonte próxima do processo que adiantou ter o suspeito confessado, em detalhes, o processo de atribuição dos passaportes durante o Governo de transição, mais precisamente entre 2012 e 2013. O próprio suspeito, cujo nome não foi revelado pela nossa fonte, indicou ter ele mesmo beneficiado de um passaporte de serviço.

A VOA sabe que o Ministério Público tem uma longa lista de pessoas que se beneficiaram do esquema, entre elas, cidadãos de países africanos, europeus, asiáticos, americanos e do Médio Oriente. Muitas dessas pessoas, que hoje possuem passaportes da Guiné-Bissau, foram identificadas como sendo conselheiros especiais do antigo Presidente de transição Manuel Serifo Nhamadjo e do primeiro-ministro de então Rui Barros.

Ontem, o Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau quebrou o silêncio sobre o casoa o dizer à VOA que tudo o que se tem dito à volta do processo não passa de comentários políticos. Hermenegildo Pereira referiu que o Ministério Público está muito engajado no processo e que o tempo irá esclarecer tudo, garantindo que não há motivos para nenhuma perseguição política.

Na segunda-feira, em declarações à Rádio Nacional a partir de Roma, o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira lamentou a situação e disse confiar na justiça. O secretário de Estado da Cooperação e Comunidades Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é acusado pelas autoridades policiais e judiciais de venda ilegal de passaportes diplomáticos e de serviços.

Gomes Fernandes foi detido na passada quinta-feira pela Polícia Judiciária, mas solto no sábado, sem qualquer autorização judicial, o que tem levantado muita preocupação junto de vários sectores que temem o regresso da impunidade à Guiné-Bissau. 


COOPERAÇÃO: Ministra da Defesa está no Brasil

A ministra da Defesa da Guiné-Bissau, Cadi Seidi, que está no Brasil desde 2ª feira para uma visita de cinco dias, tem hoje uma reunião com o seu homólogo brasileiro, Jacques Wagner, para tratar de cooperação militar.

Nesta terça-feira, a ministra visitou o Estado Maior do Exército brasileiro, incluindo os departamentos de logística e serviço militar, e participou em reuniões no local, disse à agência Lusa a embaixadora da Guiné-Bissau em Brasília, Eugénia Saldanha Araújo.

Durante o encontro com autoridades brasileiras foram compartilhadas experiências, e Cadi Seidi pode conhecer as ações locais para formação de componentes. A expetativa é de que, na reunião ministerial de hoje, os países possam articular a reativação da cooperação bilateral na área de Defesa, incluindo a formação e a capacitação de agentes na Guiné-Bissau. lusa

AVIAÇÃO: Está criada a companhia aérea nacional

O logótipo da nossa companhia de bandeira nacional.



Está finalmente criada a companhia de bandeira da Guiné-Bissau. A EuroAtlantic Airways está interessada. Amanhã, uma conferência de imprensa no Azalai divulgará mais pormenores.

Guiné-Bissau: Exportação de castanhas de caju vai atingir 20 mil toneladas.

Bissau – A exportação de castanhas de caju na Guiné-Bissau vai atingir 20 mil toneladas e mais de 91 mil toneladas já se encontram nos diversos armazéns aguardando encaminhamento para mercado internacional, garantiu Jaimentino Co, Director-geral de Comércio e Concorrência.

Em declarações à PNN, no âmbito de um retiro que o Ministério do Comércio organiza esta sexta-feira 5 de Junho em São Domingos, Jaimentino Co, Director-geral de Comércio e Concorrência disse que até este momento tudo indica que a campanha decorra na maior normalidade. “Se as coisas continuarem assim, tudo indica que vamos ter uma boa campanha. Já saiu o primeiro navio que levou 10 mil toneladas o outro ainda esta a proceder carregamento e no final do processo podemos contabilizar com uma soma perto de vinte mil toneladas”, disse Co.

Em termos dos stocks deste produto, o Director-geral do Comércio disse que actualmente mais de 91 mil toneladas já se encontram nos diversos armazéns aguardando encaminhamento para mercado internacional. “Os dados que nos chegam a partir dos nossos postos de controlo, indicam que já temos 96 mil toneladas de castanhas em Bissau, subtraindo a quantidade de 10 mil já exportada podemos contar com aproximadamente 91 mil toneladas de castanha a exportar”, disse.

Sobre a previsão inicial do Governo de exportar este ano 200 mil toneladas de castanha de caju, o responsável da Direcção-geral do Comércio argumentou com a mudança climática que terá tido repercussões negativas nesta campanha, contudo está confiante numa boa colheita e comercialização de castanha de caju devido ao controlo apertado nas linhas fronteiriças da Guiné-Bissau. 

“Para não ser muito optimista, posso dizer que ainda temos castanhas, talvez devido a mudanças do clima, já estamos na época das chuvas, existe castanha ainda nos cajueiros, mesmo que não atingirmos o valor inicial, 150 ou 180 mil toneladas de castanhas exportadas, seria um bom resultados para nós, isto também porque temos um controlo muito apertado sobre a saídas clandestinas de castanhas a nível das fronteiras”, disse Jaimentino.

No encontro desta sexta-feira em São Domingos, na qual também participa o titular da pasta do comércio António Serifo Embalo, vão ser discutidos, entre outros assuntos, a questão da fiscalização desta campanha, ambiente dos negócios, seu impacto, variação do preço de castanha no mercado desde início da campanha e a exportação da castanha.

 

CRIME

 

Medicamentos oferecidos pelo Reino de Marrocos, cuja venda é proibida...estão à venda no hospital Simão Mendes, onde até aconselham a ir comprá-los a uma farmácia no Bairro Militar. O guineense gosta de brincar com a desgraça alheia... O guineense não tem MEDO do Estado, pois sabe que não lhe serão assacadas responsabilidades. 

Guiné-Bissau: PGR destaca a contribuição da LGDH

Bissau – O Procurador-geral da República destacou esta terça-feira, 9 de Junho, que a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) tem contribuído com o Ministério Público no acompanhamento de muitas situações que envolvem direitos humanos na Guiné-Bissau.

Hermenegildo Pereira fez estas declarações à PNN durante o seu discurso na cerimónia de tomada de posse do novo Presidente da LGDH, tendo adiantado que este acompanhamento foi observado dentro e fora dos processos, citando como exemplo o estudo de diferentes casos e os seus relatórios sobre direitos humanos. 

O Procurador-geral da República fez referência ao estudo sobre os «40 anos de impunidade na Guiné-Bissau» e encorajou a LIGDH a continuar os passos dados até ao momento, tendo salientado as medidas políticas legislativas de seguimento e correcções levadas avante. 

«Todos nós sabemos que a promoção e defesa dos direitos humanos é uma tarefa que não pode ser encarada de forma isolada e numa direcção, uma vez que os mesmos são multifacetados abrangendo em consequência vários compartimentos da própria vida do homem», referiu. 

Nesta sequência, Pereira destacou que a questão dos direitos humanos foi relegada nos últimos tempos para a LGDH, como se fosse a única entidade vocacionada para a promoção e defesa dos direitos humanos. 

«O Estado foi completamente ausente, enquanto entidade com a obrigação primária de defesa e promoção dos direitos humanos», frisou. O Procurador-geral da República terminou o seu discurso informando que a justiça continua «cega, surda, muda e igual para todos».

 

 
 

Guiné-Bissau quer desenvolver programas de cooperação com a Mauritânia

 

Bissau – Termina esta sexta-feira, 10 de Junho, uma visita oficial de três dias do Executivo guineense à Mauritânia. A delegação guineense, chefiada pelo primeiro-ministro, prevê assinar na capital mauritana, Nouakchott, três acordos de cooperação.

 

Uma nota do Gabinete do Primeiro-ministro, que a PNN teve acesso, refere que os acordos de cooperação abrangem as áreas da pesca, agricultura e pecuária, mas também foram previstos acordos relativos à supressão de vistos nos passaportes diplomáticos, serviços ou ordinários, assim como a circulação de bens, pessoas e serviços entre os dois Estados.

Durante a estadia, o chefe do Governo guineense visitou o Porto Autónomo de Nouakchott assim como o novo Aeroporto ainda em construção, Mercado de Pescado, Centro Nacional de Oncologia, e ainda está previsto ainda um encontro com a comunidade Guineense na Mauritânia.

A mesma nota refere que a visita oficial iniciara com uma reunião na sede do Governo da República Islâmica da Mauritânia, presidida pelo Conselheiro de Produção do Primeiro-ministro, na qual estiveram presentes os Secretários-gerais dos Ministérios das Pescas, Agricultura e Pecuária, bem como o Director da Cooperação do Ministério dos Negócios Estrangeiros e alguns encarregados de missão de ministérios.

A delegação do Governo guineense é composta pelo Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira; Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, João Aníbal; Secretário de Estado das Pescas e da Economia Marítima, Ildefonso de Barros; Conselheiro Político e Diplomático.

 

Presidente da República apela entendimento entre professores com Governo

 

Bissau - O Presidente da República apelou esta segunda-feira 8 de Junho para um entendimento entre a classe docente e o Governo através do Ministério da Educação de forma a evitar prejudicar os alunos na véspera do final do presente ano lectivo 2014/2015.

 

O apelo do Presidente da República surgiu na sequência de uma greve parcial de três dias promovida semana passada por um dos sindicatos de professores, que reclama pagamento de atrasados dos anos 2011 a 2013, cuja segunda fase deve iniciar dia 9 de Junho do ano em curso com o mesmo período de vigência.

Em declarações à PNN durante a cerimónia de tomada de posse do reeleito Presidente da Câmara do Comércio Industria Agricultura e Serviço, o Presidente da República José Mário Vaz sublinhou que a via de diálogo entre as partes é melhor caminho para resolver qualquer diferendo. “Antes de terminar a minha intervenção, gostaria fazer um apelo a um entendimento entre o Governo e os professores. Estamos no fim do ano lectivo, para evitar que haja sofrimento a nível das famílias, encarregados de educação e próprio o Governo, faço apelo aqui que haja entendimento entre o Governo e os professores”, disse.

Sobre o sector privado, o Presidente da República disse que é importante aprofundar o acordo e o entendimento entre Estado, representado pelo Governo, e o sector privado para pôr em marcha a economia nacional e acelerar a criação de riquezas e empregos na Guiné-Bissau. “Para que isto aconteça é importante que tenhamos um sector privado unido coeso e um sector público transparente e credível”, disse Mário Vaz. 

No meio da polémica sobre a sua eleição a 10 de Maio para mais um mandato, Braima Camará apelou durante o seu discurso uma auditoria independente sobre os fundos do Fundo Nacional para Industrialização (FUNPI), contudo não entrou em detalhes sobre os moldes como esta auditoria deverá ser feita.

TRANSPORTES: Deficientes motores com direitos

A secretaria de Estado guineense dos Transportes e Comunicações lançou hoje um projeto para que os transportes públicos coletivos passem a adaptar os veículos para transportar pessoas portadoras de deficiências motoras.

Cesário Ferreira, diretor do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, disse à Lusa que o país "deve adequar-se às exigências internacionais" na matéria de proteção e defesa de pessoas com deficiências.

EAGB registou aumento da produção e distribuição de luz eléctrica em Bissau

Bissau – A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) aumentou a sua capacidade de produção e fornecimento da energia eléctrica para cidade de Bissau em cerca de 20 por cento.

Os dados foram avançados em exclusivo à PNN pelo Director-geral desta empresa estatal, René Barros que precisou que em Junho deste ano, a EAGB conta com um registo da sua produção de 20 por cento.

Apesar desta melhoria, Barros reconheceu as dificuldades que a EAGB enfrenta em termos de atendimento dos clientes e relativamente aos problemas das redes de distribuição que remontam de longos anos, o que terá provocado algumas perdas de receitas á EAGB. “Na altura em que o Governo tomou posse, tínhamos uma cobertura de distribuição de rede entre 2 a 3 por cento, mas neste momento estamos a cobrir a em cerca de 20 por cento, o que é um salto muito grande, mas não se resume apenas na produção, temos a situação de rede e perda global da rede em cerda de 47 por cento mensais, além de uma perda técnica calculada em 25 por cento”, disse Barros.

Para colmatar esta perda, o Director-geral da EAGB disse que o Governo, através do Ministério da Energia, assinou acordo com a congénere portuguesa EDP na área da energia, cujos técnicos já se encontram empenhados no trabalho em Bissau. 

“Depois do acordo que assinamos em Portugal com a EDP, lamentavelmente os nossos clientes ao longo de corredor da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria estão a sofrer muito porque continuamos a deparar com o problema de um cabo muito antigo, com muitos remendos que se espalhou por debaixo do Mercado de Bandim até à Zona Industrial de Bra e aeroporto, mas vamos buscar encontrar solução”, informou.

Barros disse também que a EDP vai submeter à sua empresa um projecto alternativo de um novo cabo que será instalado a partir de Central Eléctrica de Bissau, passando pelo Alto Bandim, Padaria Nhonho, Bairro de Belém até ao aeroporto. 

Sobre recente ajuda do reino de Marrocos, René Barros confirmou que este país ofereceu à Guiné-Bissau oito electrobombas com os respectivos grupos geradores, que nos próximos dias vão funcionar com um novo sistema de abastecimento e tratamento de águas em Bissau.

Por fim, o mesmo responsável disse que nos próximos dias chega a Bissau, proveniente de Marrocos, diversos materiais que vão melhorar os serviços de fornecimento de água na capital guineense.

publicada por: Malam cande á 09:56

Secretário de Estado solto sem despacho judicial na Guiné-Bissau

FONTE: Voz da América

O secretário de Estado das Comunidades da Guiné-Bissau Idelfrides Manuel Gomes Fernandes, detido na passada sexta-feira, 4, foi solto neste sábado, 6, sem qualquer decisão judicial. Como a VOA noticiou, Gomes Fernandes foi detido por agentes da Polícia Judiciária no dia 4 por volta das 16 horas e levado para a sede daquela corporação.

Neste sábado, o secretário de Estado foi libertado, mas fontes em Bissau garantem que não houve qualquer autorização da justiça. Nem o Governo nem o Ministério Público ou a Polícia Judiciária comentaram o caso que é tema de conversa nas ruas da capital guineense.

Em determinados círculos, nomeadamente observadores e fontes do poder judicial, estranham a soltura do governo e temem que a impunidade continue a marcar pontos no país, depois de restabelecida a ordem constitucional há mais de um ano.

Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é acusado pelas autoridades policiais e judiciais de alegada venda ilegal de passaportes diplomáticos e de serviços.

Recorde-se que meses atrás, muitos cidadãos estrangeiros foram apanhados com passaportes diplomáticos e de serviço, os quais tinham a assinatura do Secretário de Estado das Comunidades, em vez da do ministro titular dos Negócios Estrangeiros, como impõe a lei.

Idelfrides Manuel Gomes Fernandes é secretário de Estado das Comunidades desde o Governo de Transição, saído do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

COCAÍNA: Quadrilha internacional mirava África...e Guiné-Bissau

A organização criminosa formada por empresários brasileiros para transportar cocaína das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) da Venezuela para Honduras, revelada nesta quinta-feira, 04, pelo jornal O Estado de S.Paulo, passou a operar em 2013 no tráfico também para o Brasil. Além disso, os traficantes se preparavam para uma nova rota: de Paramaribo, no Suriname, para a Guiné-Bissau, antiga colônia portuguesa na África.

De acordo com relatório do delegado Rodrigo Levin, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Superintendência da Polícia Federal (PF), em São Paulo, os empresários Ronald Roland e Manoel Meleiro Gonsalez viajaram para Bogotá em 13 de maio de 2013 e permaneceram lá por três dias. "Foi uma viagem de negócios. Mantiveram contatos com traficantes locais", afirma em seu relatório entregue à Justiça Federal. De acordo com ele, foram "apresentados a novas demandas e a novas rotas de interesse dos traficantes colombianos".

O contato dos acusados seria o traficante Euder Jaramillo Perdomo. O resultado das reuniões foi repassado ao homem apontado como o líder da organização: o fazendeiro Paulo Flores. Em 14 de maio, Roland consultou um dos pilotos da organização sobre qual aeronave teria capacidade para cruzar o Atlântico, que sugeriu um Learjet da família 50, com autonomia para voo de 4,6 mil quilômetros. Os traficantes calculam que o avião seria capaz de transportar até 1,2 tonelada de cocaína.

A troca de mensagens interceptadas pela PF mostra que a organização decidiu pela compra de outra aeronave, um Falcon 200, com capacidade para nove passageiros. Em 28 de maio de 2013, o grupo já tinha um avião disponível no Suriname. Em 20 dias, os colombianos iam levar a droga até o Suriname para o embarque.

Competência

A investigação da PF não prosseguiu sobre a nova rota porque o avião usado possivelmente não era brasileiro. Foi o uso de aeronaves brasileiras no tráfico internacional de drogas que permitiu à PF apurar os crimes, pois o interior deles é considerado território nacional. A competência para apurar os delitos cometidos a bordo é da Justiça Federal. No caso da conexão do Suriname e da Guiné-Bissau, a PF não detectou outros carregamentos ou preparativos feitos pelo grupo para o transporte de cocaína.

Em 2013, a organização criminosa que cuidava do transporte aéreo de toneladas de cocaína rachou. De acordo com o relatório da PF, os empresários Gonsalez e Roland montaram o próprio grupo e passaram a operar não só na rota Venezuela-Honduras, mas também já traziam cocaína para o Brasil. Para tanto, começaram a usar helicópteros que eram carregados com cerca de 500 quilos da droga no Paraguai. Ali, mantinham contato com o suposto traficante paraguaio Atilio Erico Portillo Meza, o Doutor Original, dono da Fazenda Estância Curralito, no Departamento de Concepción. Segundo a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, a fazenda do acusado receberia aviões e helicópteros.

Aliciado

Para essa nova atividade, os empresários teriam aliciado o piloto Alexandre José de Oliveira Junior, que, segundo a investigação, fez diversos voos transportando cocaína para a organização criminosa. Oliveira Junior acabaria preso em novembro de 2013 em Brejetuba, no Espírito Santo, com 445 quilos de cocaína em um helicóptero R66. A aeronave pertencia ao senador Zezé Perrella (PDT-MG), que, segundo a investigação, não sabia da ação ilegal do funcionário.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Publicada por: Malam cande á 09:35

CASO PASSAPORTES: Judiciária efectuou buscas na secretaria de Estado da Cooperação e das Comunidades.

A Polícia Judiciária guineense, efectuou hoje buscas no gabinete do secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades. Os passaportes apanhados na posse de cidadãos chineses foram emitidos no período negro da 'transição' e até a Interpol participou nesta missão.

Estima-se que estejam em circulação mais de 1000 passaportes diplomáticos e de serviço da Guiné-Bissau. Idelfrides Fernandes foi secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades no Governo de Carlos Gomes Jr., ocupou o mesmo cargo durante a 'transição', e no actual Governo democraticamente eleito, manteve a mesma pasta. 


Governo guineense pretende construir fábricas em Bafatá

09:20 - 01-06-2015
O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, anunciou que a cu

rto prazo o Governo deverá avançar para a construção de fábricas de calçado e de transformação de batata-doce, um centro de formação profissional e uma escola agrícola na cidade de Bafatá.

Simões Pereira assegurou que estes projetos constam do programa de desenvolvimento regional, consubstanciado na visão estratégica apresentada pelo governo durante as coversações com a União Europeia. 

No entender do chefe do Executivo, caso os projetos sejam bem-sucedidos, a Guiné-Bissau ficará em condições de autoabastecer-se mas também de exportar os excedentes da produção.